Como a ditadura no Brasil explorou animais para torturar suas vítimas

Há 55 anos, o Brasil sofreu um golpe de Estado pelas próprias forças militares, apoiado pelo governo dos EUA e por importantes setores da sociedade brasileira, como o empresariado, a imprensa e ruralistas. Durante 21 anos, o país viveu graves violações aos direitos humanos, como as mortes e torturas de perseguidos políticos, a censura artística e intelectual e o agravamento da desigualdade e pobreza. Em 2011, a ex-presidenta Dilma Rousseff, uma das presas políticas torturadas pelo regime, sancionou a lei que criou a Comissão Nacional da Verdade (CNV), onde se investigou também as violações cometidas durante o período ditatorial no país.

Em Genebra, na Suíça, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha realizou um extenso acompanhamento histórico sobre o regime militar no Brasil, coletando relatos de ex-prisioneiros e fontes que aceitaram falar sobre como o Estado torturava suas vítimas. Nos anos 1970, a comissão tentou garantir os direitos humanos dos prisioneiros, mas foi impedida de visitar os presos pelas autoridades brasileiras. Sabia-se que as pessoas levadas para os Pelotões de Investigação Criminal (PIC) não tinham seus direitos assegurados, mas o cenário era imensamente mais grave do que os membros imaginavam.

A ditadura aplicava o método científico para atingir não a resistência física, apenas, mas também a integridade moral e psicológica das vítimas. Os prisioneiros eram categorizados por gravidade do caso e pelos interesses dos algozes em obter respostas mais rápidas. Em celas individuais ou coletivas, cada pessoa era acompanhada por cientistas que certificam o grau de resistências das vítimas, não preocupados com o limite da tortura, mas em como conseguiriam atingir melhor o objetivo em obter informações. Entendia-se que as sessões de tortura não eram aleatórias e nem tinham a intenção de causar óbito imediato, mas foram planejadas para extrair o máximo que conseguissem das vítimas.

Jacarés sobre o corpo nu

Em maio de 2013, durante sessão da CNV na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a historiadora Dulce Pandolfi contou as torturas vividas a partir de 20 de agosto de 1970, quando foi conduzida para o DOI-Codi pelas forças militares. Ela relata que foi cobaia de uma aula “prática” de como torturar os prisioneiros. Os métodos constituíam de choques elétricos enquanto estava amarrada em pau de arara, considerado um dos mais “eficazes” pelos agentes do Estado, mas também por agressões físicas e psicológicas com animais vivos.

“Durante os mais de três meses que fiquei no DOI-Codi, fui submetida a diversos tipos de tortura. Umas mais simples, como socos e pontapés, já outras mais grotescas, como ter um jacaré andando sobre o meu corpo nu”

Dulce Pandolfi, em relato para a Comissão da Verdade

A cobra Miriam

Em 1970, o tenente-coronel do Exército, Paulo Malhães, trouxe da região do Rio Araguaia cinco jacarés e uma jiboia de seis metros para o quartel onde funcionava o DOI-Codi, na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, Rio de Janeiro. O torturador confesso, em entrevista ao jornal O Globo, em 2012, disse que levou os animais para aterrorizar os dissidentes políticos. Com o codinome de “Doutor Pablo” durante a repressão, ele foi acusado pelos sobreviventes de ser um dos mentores científicos das sessões de tortura no Rio.

O jornalista Danton Godinho ficou preso pelo regime entre 1969 e 1973, e conta que durante os 90 dias em que ficou encarcerado no PIC da Tijuca, foi obrigado a dividir a cela com a cobra Miriam, como foi apelidada pelo torturador Malhães. A jiboia capturada no Norte do país e levada para o Rio de Janeiro para ser explorada em graves sessões de tortura psicológica contra as vítimas humanas sofreu também com a mudança repentina de habitat e o estresse causado pelo enclausuramento.

“Eles chegaram com um isopor enorme, apagaram a luz e ligaram um som altíssimo. Percebi na hora que era uma cobra imensa. Irritada com a música, a cobra não parava de se mexer. O corpo dela, ao se deslocar, arranhou o meu; chegou a sangrar. Mas o maior trauma foi o cheiro que ela exalava, um fedor que custei a esquecer”

Danton Godinho, em relato para a CNV e para o jornal O Globo

Baratas presas por barbantes

A imensa dor sentida pelas vítimas humanas também representava extensa tortura para os animais, que eram colocados em situações de esgotamento físico e mental. A cineasta Lucia Murata conta que um de seus torturadores, conhecido pelo codinome “Gugu”, guardava baratas amarradas em barbantes em uma caixa para conseguir manipular os insetos sobre o corpo das vítimas. “Me puseram de novo no pau de arara. Mais espancamento, mais choque, mais água e dessa vez entraram as baratas. Puseram baratas passeando pelo meu corpo. Colocaram uma barata na minha vagina”, relembra a ex-prisioneira.

Os depoimentos das vítimas para a Comissão Nacional da Verdade também relataram o uso de cães para amedrontar os torturados. O latido do animal era sentido muito próximo aos ouvidos das vítimas, os dentes caninos ficavam rentes à pele humana. Camundongos e insetos eram lançados sobre as vítimas amarradas em cadeiras, sem que elas pudessem desviar. Mulheres foram estupradas e tiveram ratos inseridos em suas vaginas. Os animais ficavam presos e apenas serviam para causar humilhação, dor e traumas psicológicos nos torturados, mas acabaram também sendo vítimas da exploração feita pelo regime ditatorial.

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Vereador diz ter provas de que outro funcionário do Carrefour envenenou cão

O vereador de Osasco, Ralfi Silva, afirmou há pouco ter provas de que outro funcionário participou da morte da cachorra Manchinha no supermercado Carrefour.

Segundo o vereador, um funcionário, que não teve a identidade revelada, teria oferecido mortadela com veneno para o animal, enquanto o segurança da loja teria de fato espancado a cachorra com uma barra de alumínio.

Em breve teremos mais informações.

Quase 2 milhões assinam abaixo-assinado pedindo justiça por cão morto no Carrefour

Após a divulgação da morte brutal de uma cachorra que estava abandonada na unidade de Osasco da rede de supermercados Carrefour, internautas se mobilizaram para assinar um abaixo-assinado pedindo por justiça e prisão para os culpados. Até às 20h50 (horário de Brasília) desta quarta-feira (5), a petição já tinha mais de 1,8 milhão de assinaturas. Ativistas pelos direitos dos animais marcaram para o próximo sábado (8), a partir das 15h (horário de Brasília), um protesto na loja onde o caso aconteceu para cobrar a investigação sobre o assassinato do animal. Clique aqui para assinar o abaixo-assinado.

Vídeos mostram segurança do Carrefour perseguindo cão com barra de alumínio

Vídeos divulgados pela ativista pelos direitos dos animais Luisa Mell em sua conta no Instagram mostram a cachorra que estava no supermercado Carrefour, de Osasco, sendo perseguida por um segurança do estabelecimento com uma barra de alumínio.

As imagens foram cedidas pelo supermercado e estão sob análise da Polícia. Em um dos vídeos, é possível ver o homem afugentando o animal para fora do supermercado, em seguida, o mesmo homem aparece com uma barra de alumínio nas mãos enquanto o cão, assustado, tenta fugir dos golpes.

A Polícia informou que espera que as testemunhas que presenciaram as agressões compareçam à delegacia para depoimento. Ativistas que conversaram com funcionários no dia 30 de dezembro, alegam que os mesmos confirmaram que o segurança agrediu o animal e denunciaram ainda um possível envenenamento.

O corpo da cachorra foi cremado, já que não foi realizado Boletim de Ocorrência por maus-tratos nas primeiras 24 horas do ocorrido. O Carrefour alegou anteriormente que o animal foi vítima de atropelamento.

ATENÇÃO: IMAGENS FORTES QUE APRESENTAM VIOLÊNCIA FÍSICA E PODEM CAUSAR ESTRESSE EMOCIONAL

Artistas fazem desenhos emocionantes em homenagem a cachorro morto em supermercado

A morte de um cachorro dentro do supermercado Carrefour, em Osasco, na última quarta-feira (28), gerou uma onda de indignação na internet e na loja onde o animal morreu, ocasionando uma forte mobilização de boicote à rede. O assunto figurou entre os mais comentados do Twitter e Facebook durante toda a segunda-feira (03).

Com tamanha comoção, internautas se pronunciaram cobrando justiça e pedindo seriedade nas investigações. Artistas e defensores dos animais publicaram ilustrações em homenagem ao animal, algumas com críticas sobre especismo e falta de empatia com outras espécies que também são mortas diariamente com muita crueldade.

O design gráfico Guilherme Giorgiani publicou uma ilustração em suas redes sociais criticando a indiferença de quem se comoveu com a história da cachorra morta no supermercado, mas não se comove com vacas e porcas, por exemplo, que são mortas pela pecuária.

“O intuito é querer que as pessoas que se comoveram com o cachorro também passem a se comover com outras espécies de animais”, disse o artista em sua página no Facebook.

O tatuador Geraldo Felício, também comovido pela morte do inocente animal, fez uma ilustração e está emocionando internautas pela delicadeza transmitida. O desenho foi baseado em uma imagem da cachorrinha, ainda viva, que “posou” para uma foto com as patas cruzadas.

O crime já teve o inquérito aberto e está sendo investigado plea Polícia Civil. A pena para maus-tratos animais é de três meses a um ano de prisão e multa. Em caso de morte do animal, a punição pode ser aumentada em até um terço.

Um abaixo-assinado foi criado pedindo por justiça ao cachorro. Em poucas horas, ele já conta com mais de 360 mil assinaturas.

Abaixo-assinado pede justiça pelo cachorro morto em Osasco e já conta com 800 mil assinaturas

Após a divulgação da morte brutal de um cachorro que estava abandonado na unidade de Osasco da rede de supermercados Carrefour, internautas se mobilizaram para assinar um abaixo-assinado pedindo por justiça e prisão para os culpados.

Até às 20h50 (horário de Brasília) desta terça-feira (4), a petição já tinha mais de 817 mil assinaturas. Ativistas pelos direitos dos animais marcaram para o próximo sábado (8), a partir das 15h (horário de Brasília), um protesto na loja onde o caso aconteceu para cobrar a investigação sobre o assassinato do animal.

Clique aqui para assinar o abaixo-assinado.

Cachorro é morto brutalmente por funcionário de supermercado em Osasco e gera onda de protestos nas redes

Um cachorro abandonado em supermercado da rede Carrefour foi brutalmente assassinado por um funcionário da unidade da Avenida dos Autonomistas, em Osasco, na última quarta-feira (28). Segundo testemunhas que presenciaram o crime, o animal foi morto a pauladas pelo segurança da loja. Existe a suspeita de envenenamento.

Com as patas quebradas, o cachorro se arrastou até uma ótica que fica dentro do estabelecimento, onde foi acolhido por funcionários e aguardava a chegada do Centro de Controle de Zoonoses de Osasco, mas não resistiu aos ferimentos. A vítima vomitava muito sangue, o que pode sugerir envenenamento.

Ativistas pelos direitos dos animais da ONG Bendita Adoção realizaram ato no último final de semana na loja onde o crime aconteceu pedindo por justiça. Nas redes sociais, internautas pedem também o boicote à rede de supermercados Carrefour, que divulgou nota dizendo que o animal foi morto pela coleira “enforcadora” usada pelo CCZ no atendimento à vitima.

A polícia abriu inquérito para apurar o caso que gerou forte comoção nas redes, chegando a ocupar o primeiro lugar dos assuntos mais comentados no Twitter nesta segunda-feira (3). Um novo protesto no local foi marcado para o próximo sábado (8), às 15h.

Rússia promove extermínio em massa de animais de rua antes da Copa

Às vésperas da Copa do Mundo de futebol masculino que acontece na Rússia, o governo é confrontado com denúncias de ativistas dos direitos animais que afirmam que as cidades-sede do Mundial estão propositalmente matando cachorros abandonados que vagam pelas ruas com a intenção de passar uma outra imagem para os turistas estrangeiros.

Os relatos de mortes de animais de rua se fortaleceram no início do ano após novas denúncias dos ativistas. Segundo eles, a abertura de editais nos sites administrativos russos pedem a contratação de empresas para a retirada dos animais, mas que elas não devem apenas “recolher, esterilizar e abrigar” os animais, mas também devem “recolher, transportar e eliminar”.

O grupo de ativistas “Bloody FIFA 2018″ mostra fotos do que seria um extermínio em massa de animais no país. Nas fotos é possível ver pilhas de corpos de cachorros mortos que teriam sido vítimas de um extermínio proposital da campanha higienista das autoridades russas. Alguns cães podem ter sido mortos envenenados e queimados ainda vivos.

O governo russo alega que os animais estão sendo recolhidos e encaminhados para abrigos, mas a capital do país, Moscou, possui apenas 13 abrigos, que já estão superlotados e em péssimas situações estruturais. Estima-se que 2 milhões de cachorros vivam nas ruas do país. Campanhas de vacinação e esterilização dos animais foram encerradas nos últimos anos.

A ativista russa pelos direitos animais, Ivanova-Werchovskaya, diz que muitos deles são capturados e mortos com justificativas diversas e sem qualquer verificação, como a diagnosticação da raiva ou elevada agressividade. Para economizarem dinheiro, alguns são mortos ainda no transporte para os supostos abrigos.

Com informações da DW