Ativistas de São Paulo alugam van para levar doações e resgatar animais em Brumadinho

Um grupo de voluntários de Osasco e de outras localidades da Grande São Paulo, iniciou viagem na noite desta quarta-feira (30) com uma van alugada para levar donativos arrecadados para as vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho, na última sexta-feira (25).

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Após realizar uma campanha na internet pedindo doações para as vítimas humanas e não humanas atingidas pelo desastre socioambiental na cidade mineira, Beatriz Silva, da ONG Bendita Adoção, junto com outros cinco voluntários, entre eles uma veterinária intensivista, encheu com água, alimentos, medicamentos humanos e veterinários, rações e equipamentos para resgate de animais uma van que teve o aluguel custeado pelas arrecadações de apoiadores da ONG.

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Eles esperam poder ajudar a resgatar animais que foram abandonados por moradores da região que temem por novos rompimentos de barragens em Mina Córrego do Feijão. Segundo apuraram ativistas que estão no local, além dos animais de grande porte que ainda estão ilhados ou presos nos rejeitos, há muitos animais de pequeno e médio portes abandonados na região, muitos estão presos dentro de casa ou amarrados com cordas.

Com uma doação financeira do Colégio Ribeiro de Freitas, em Osasco, a equipe conseguiu custear o valor do aluguel da van e deve começar a realizar os trabalhos assim que chegar na região. Segundo o CRMV-MG, até quarta-feira (30), 36 animais já foram resgatados com ajuda de voluntários, profissionais veterinários e da equipe do Corpo de Bombeiros.

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Equipe de voluntários segue viagem em uma van alugada para Brumadinho. (Foto: Reprodução/ONG Bendita Adoção)

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Luisa Mell e ativistas flagram cenas de crueldade em abatedouro de porcos em SP

Ativistas pelos direitos dos animais realizaram uma ação em um abatedouro de porcos em Carapicuíba, Grande São Paulo, e flagraram imagens perturbadoras de maus-tratos e extrema violência contra os animais que são vítimas da indústria pecuária. Nas filmagens e captação de áudios, é possível ouvir os gritos das vítimas, que estavam amontoadas dentro do veículo de transportes.

Por volta das 3:30 de sábado (19), alguns representantes de Organizações Não-Governamentais e protetores dos animais, como Luisa Mell e Beatriz Silva, chegaram à entrada do Frigorífico Rajá. Ainda do lado de fora, era possível ouvir os gritos dos animais que estavam dentro de um caminhão que ingressou um pouco antes dos ativistas no local. Segundo os presentes, os funcionários estavam agredindo os porcos para saírem do veículo, uma prática comum.

Segundo informações disponibilizadas pela Prefeitura de Carapicuíba e por serviços de informação, o abatedouro Rajá se encontra em região de perímetro urbano, na Avenida Francisco Pignatari, o que é proibido por lei, denunciam ativistas. Aos prantos, as pessoas ofereciam água aos animais que apresentavam sinais de sede. É possível ver nos vídeos alguns porcos sangrando.

Em 2015, um grave acidente no Rodoanel, em São Paulo, deixou dezenas de animais mortos após a carreta que transportava porcos do abatedouro Rajá tombar na rodovia. Alguns sobreviventes foram resgatados e adotados por um Santuário em São Roque, interior de São Paulo.

Ativistas em frente ao Frigorífico Rajá, em Carapicuíba. (Foto: Reprodução/Luisa Mell)