Um vegano na Casa Branca? Senador Cory Booker disputará a Presidência dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem enfrentado constantes abandonos de aliados do Partido Republicano e até mesmo de seus eleitores, que têm um perfil mais conservador e crítico a projetos socias para minorias, como mulheres, negros, imigrantes e LGBTQ+.

As eleições de 2020 já começaram nos bastidores políticos do país. Após escândalos de corrupção, acusações de obstrução à justiça e ligação com os russos, o partido do presidente vê grandes riscos em colocar o nome de Trump à reeleição, caso ele saia ileso de um processo de impeachment que ganha cada dia mais força no Congresso.

Pelo Partido Democrata, qual concorreu Hillary Clinton na última eleição presidencial, o Senador de Nova Jersey, Cory Brooker, quer participar das prévias democratas e ser o nome escolhido a disputar a cadeira da Sala Oval com o candidato republicano.

Booker, 49 anos, é assumidamente vegano e faz questão de ajudar seus seguidores nas redes sociais a encontrar restaurantes estritamente vegetarianos no país. Foi vereador e prefeito de Newark antes de se eleger como primeiro senador negro do estado de Nova Jersey.

No início da sua carreira política, o senador ficou conhecido pelo bom humor no Twitter e hoje atua em prol das defesas sociais da população mais pobre, além de incentivar o veganismo para milhões de seguidores.

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Brasil ganha ‘prêmio’ crítico na ONU por falas de Bolsonaro em descumprir compromissos ambientais

Na última quarta-feira (5), durante a COP-24 do Clima, conferência da ONU que reúne diversos países que debatem assuntos ambientais, o Brasil recebeu um “prêmio” crítico pelas recentes falas do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em descumprir os acordos climáticos firmados pelo país nos últimos tempos.

Junto com a Arábia Saudita, o Brasil ficou em primeiro lugar na votação que reuniu mais de mil ONGs ambientais e recebeu o “Fóssil do Dia”, uma crítica aos países que estão “travando” ou se posicionando contrários aos acordos ambientais firmados na Cúpula de Paris. Esta é a primeira vez que um presidente recebe o “prêmio” antes de ser empossado em seu país.

Em novembro deste ano, Bolsonaro disse que o Brasil não vai sediar a COP-25, a mais importante conferência do clima no mundo. Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito disse que vai retirar o país do Acordo de Paris, assim como fez Donald Trump com os EUA.

Mais de 300 tartarugas ameaçadas de extinção morrem em redes de pesca ilegal no México

Se não bastasse a crueldade habitual que a pesca causa em vidas marinhas, um massacre de centenas de tartarugas ameaçadas de extinção na costa mexicana do Pacífico foi confirmado pelo governo do estado de Oaxaca na última quarta-feira (29).

Segundo balanço divulgado pela Defesa Civil de Oaxaca, 303 exemplares de tartarugas-oliva morreram após se enroscarem em duas redes de pesca ilegal que, ao que tudo indica, foram abandonadas por pescadores que não são da região. Pescadores locais alegam que tentaram desprender os animais, mas não obtiveram sucesso.

De todos os animais encontrados, apenas um estava vivo, mas não resistiu e morreu ao chegar à praia. Ambientalistas afirmam que muitas espécies que não estão na lista de caça dos pescadores acabam presas nas cruéis armadilhas marinhas feitas pelo homem.

Rússia promove extermínio em massa de animais de rua antes da Copa

Às vésperas da Copa do Mundo de futebol masculino que acontece na Rússia, o governo é confrontado com denúncias de ativistas dos direitos animais que afirmam que as cidades-sede do Mundial estão propositalmente matando cachorros abandonados que vagam pelas ruas com a intenção de passar uma outra imagem para os turistas estrangeiros.

Os relatos de mortes de animais de rua se fortaleceram no início do ano após novas denúncias dos ativistas. Segundo eles, a abertura de editais nos sites administrativos russos pedem a contratação de empresas para a retirada dos animais, mas que elas não devem apenas “recolher, esterilizar e abrigar” os animais, mas também devem “recolher, transportar e eliminar”.

O grupo de ativistas “Bloody FIFA 2018″ mostra fotos do que seria um extermínio em massa de animais no país. Nas fotos é possível ver pilhas de corpos de cachorros mortos que teriam sido vítimas de um extermínio proposital da campanha higienista das autoridades russas. Alguns cães podem ter sido mortos envenenados e queimados ainda vivos.

O governo russo alega que os animais estão sendo recolhidos e encaminhados para abrigos, mas a capital do país, Moscou, possui apenas 13 abrigos, que já estão superlotados e em péssimas situações estruturais. Estima-se que 2 milhões de cachorros vivam nas ruas do país. Campanhas de vacinação e esterilização dos animais foram encerradas nos últimos anos.

A ativista russa pelos direitos animais, Ivanova-Werchovskaya, diz que muitos deles são capturados e mortos com justificativas diversas e sem qualquer verificação, como a diagnosticação da raiva ou elevada agressividade. Para economizarem dinheiro, alguns são mortos ainda no transporte para os supostos abrigos.

Com informações da DW