Poluição plástica: Tem gente grande se eximindo de suas responsabilidades

Você já deve ter visto em alguma publicação nas redes sociais pessoas sorridentes retirando lixo de praias, praças e ruas. Uma ação voluntária bem intencionada, porém que não chega nem perto de enfrentar os reais problemas ambientais.

Um pedaço de plástico não surgiu na natureza por um processo natural, teve muita intervenção humana para a sua existência. Quando falamos sobre consumo responsável, normalmente pensamos no consumidor final com a simples tarefa de reciclagem, né? Mas tem gente grande se eximindo de suas responsabilidades.

Um estudo alarmante da ONG Break Free From Plastic mostrou que 65% da poluição de plásticos nos oceanos é composta por embalagens de apenas 10 MULTINACIONAIS. Entre elas, Unilever, Coca-Cola e Nestlé. As embalagens da Coca-Cola estão presentes em 95% dos países pesquisados pela organização.

Mais uma vez, os sistemas de consumo responsabilizam apenas a ponta mais fraca. As multinacionais fazem belas campanhas sociais para atrair o público com uma fantasia de empresa verde e sustentável. É o tal do “greenwashing”, quando utilizam uma causa para lucrar e ampliar os nichos de vendas.

Nós carregamos imensas responsabilidades e oportunidades de mudanças quando escolhemos apoiar ou boicotar práticas e empresas. Antes de comprar qualquer coisa, você costuma procurar entender sobre a empresa em que o seu dinheiro está sendo investido? Se ainda não, melhor começar a se questionar então.

A responsabilidade não acaba quando você joga a embalagem plástica fora. As escolhas que você toma antes são as que mais importam para enfrentarmos corretamente uma das mil problemáticas causadas pelo consumismo, que é a poluição plástica.

05 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente.

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Um vegano na Casa Branca? Senador Cory Booker disputará a Presidência dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem enfrentado constantes abandonos de aliados do Partido Republicano e até mesmo de seus eleitores, que têm um perfil mais conservador e crítico a projetos socias para minorias, como mulheres, negros, imigrantes e LGBTQ+.

As eleições de 2020 já começaram nos bastidores políticos do país. Após escândalos de corrupção, acusações de obstrução à justiça e ligação com os russos, o partido do presidente vê grandes riscos em colocar o nome de Trump à reeleição, caso ele saia ileso de um processo de impeachment que ganha cada dia mais força no Congresso.

Pelo Partido Democrata, qual concorreu Hillary Clinton na última eleição presidencial, o Senador de Nova Jersey, Cory Brooker, quer participar das prévias democratas e ser o nome escolhido a disputar a cadeira da Sala Oval com o candidato republicano.

Booker, 49 anos, é assumidamente vegano e faz questão de ajudar seus seguidores nas redes sociais a encontrar restaurantes estritamente vegetarianos no país. Foi vereador e prefeito de Newark antes de se eleger como primeiro senador negro do estado de Nova Jersey.

No início da sua carreira política, o senador ficou conhecido pelo bom humor no Twitter e hoje atua em prol das defesas sociais da população mais pobre, além de incentivar o veganismo para milhões de seguidores.

Leonardo DiCaprio sobre Brumadinho: “Parem de colocar os lucros acima das pessoas e da natureza”

Premiado ator de Hollywood e também ativista pelas causas ambientais, Leonardo DiCaprio usou suas redes sociais para desabafar e chamar a atenção dos governantes, empresários e da população sobre os perigos recorrentes da exploração de matérias primas que visam gerar enormes lucros para as grandes corporações. DiCaprio lembrou em seu post os desastres socioambientais em Mariana (2015), e mais recentemente em Brumadinho, na última sexta-feira (25).

VÍDEO: APÓS 5 DIAS NA LAMA, BOVINO É RESGATADO POR HELICÓPTERO EM BRUMADINHO

“Na sexta-feira passada, uma barragem de mineração desmoronou em uma pequena cidade no Brasil, liberando quase 13 milhões de metros cúbicos de lama tóxica e deixando para trás um rastro de morte e tristeza. Isso ocorre apenas três anos após o maior desastre ambiental do país, quando outra barragem se rompeu. Já é suficiente. Governos e corporações DEVEM parar de colocar os lucros acima das vidas das pessoas e da natureza”, publicou o ator.


A MORTE DO RIO PARAOPEBA: “JÁ TEM MUITOS PEIXES CHEGANDO À MARGEM PEDINDO SOCORRO”

Ativistas de São Paulo alugam van para levar doações e resgatar animais em Brumadinho

Um grupo de voluntários de Osasco e de outras localidades da Grande São Paulo, iniciou viagem na noite desta quarta-feira (30) com uma van alugada para levar donativos arrecadados para as vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho, na última sexta-feira (25).

VÍDEO: APÓS 5 DIAS NA LAMA, LUISA MELL E EQUIPE RESGATAM BOVINO EM BRUMADINHO

Após realizar uma campanha na internet pedindo doações para as vítimas humanas e não humanas atingidas pelo desastre socioambiental na cidade mineira, Beatriz Silva, da ONG Bendita Adoção, junto com outros cinco voluntários, entre eles uma veterinária intensivista, encheu com água, alimentos, medicamentos humanos e veterinários, rações e equipamentos para resgate de animais uma van que teve o aluguel custeado pelas arrecadações de apoiadores da ONG.

LEIA+: PRF CONFIRMA QUE ANIMAIS FORAM EXECUTADOS A TIROS

Eles esperam poder ajudar a resgatar animais que foram abandonados por moradores da região que temem por novos rompimentos de barragens em Mina Córrego do Feijão. Segundo apuraram ativistas que estão no local, além dos animais de grande porte que ainda estão ilhados ou presos nos rejeitos, há muitos animais de pequeno e médio portes abandonados na região, muitos estão presos dentro de casa ou amarrados com cordas.

Com uma doação financeira do Colégio Ribeiro de Freitas, em Osasco, a equipe conseguiu custear o valor do aluguel da van e deve começar a realizar os trabalhos assim que chegar na região. Segundo o CRMV-MG, até quarta-feira (30), 36 animais já foram resgatados com ajuda de voluntários, profissionais veterinários e da equipe do Corpo de Bombeiros.

LEIA+: MP OBRIGA VALE A RESGATAR ANIMAIS EM BRUMADINHO

Equipe de voluntários segue viagem em uma van alugada para Brumadinho. (Foto: Reprodução/ONG Bendita Adoção)

LUISA MELL: “TANTOS ANIMAIS SOFRENDO E EU IMPEDIDA DE AJUDAR”

VÍDEO: Após 5 dias na lama, Luisa Mell e equipe resgatam bovino em Brumadinho

Depois de encontrar porteiras fechadas, recusas por parte das autoridades e a notícia do fuzilamento de animais em Brumadinho, Luisa Mell e a equipe de voluntários do seu instituto conseguiram um grandioso feito: resgatar o primeiro animal de grande porte que se tem notícia desde que as operações de resgate foram anunciadas na região atingida pelo rompimento da barragem da Vale, na última sexta-feira (25).

LUISA MELL: “TANTOS ANIMAIS SOFRENDO E ESTOU IMPEDIDA DE AJUDAR”

O animal foi içado de helicóptero do meio da lama em que estava ilhado e levado de caminhão para uma chácara na região. Ele passará por exames para verificar eventuais fraturas e intoxicações pelos metais pesados da barragem. Luisa mostrou interesse em adotar o animal que sofreu por mais de 96 horas em meio ao esquecimento e mar de lama contaminada que ficou sujeito.

CASEIRO VOLTA PARA RESGATAR GALINHAS QUE MORRERIAM NA LAMA EM BRUMADINHO

Mais tarde, Luisa e a equipe tentavam resgatar outro animal de grande porte atolado nos rejeitos. Com ajuda do Corpo de Bombeiros, a equipe de voluntários conseguiu retirar o animal, que aparentava estar debilitado. Com o anoitecer, a operação precisou ser encerrada assim que o bovino conseguiu ter seu corpo desatolado e será retomada na quarta-feira (30), com previsão para ser içado pela manhã.

A MORTE DO RIO PARAOPEBA: “JÁ TEM MUITOS PEIXES CHEGANDO À MARGEM PEDINDO SOCORRO”

Hoje, após muita agonia, os voluntários encontraram um final feliz para ao menos uma das incontáveis vítimas desse crime socioambiental. Mais uma vida salva pela empatia e dedicação de um time de heróis. 💚

Assista ao vídeo produzido pelo Boletim Vegano sobre o resgate:

Primeiro resgate de bovino em Brumadinho. (Fotos: Reprodução/Luisa Mell)


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URGENTE: PRF confirma que animais estão sendo abatidos a tiros em Brumadinho

O Boletim Vegano divulgou ontem (28) que as autoridades não confirmavam as execuções a tiros dos animais atolados em Brumadinho. Porém, nesta terça-feira (29), após mais denúncias de ativistas na região, a Polícia Rodoviária Federal admitiu que um helicóptero está executando a tiros os animais ilhados na lama de rejeitos.

LEIA+: “TANTOS ANIMAIS SOFRENDO E EU IMPEDIDA DE AJUDAR”, DIZ LUISA MELL

Enquanto alguns helicópteros vasculhavam a área atingida em busca de sobreviventes humanos, um outro sobrevoava bem baixo para atirar nos animais com cerca de cinco disparos. A PRF alega que uma veterinária do CRMV-MG coordenou a ação de execução dos animais desta maneira.

 “O procedimento de sacrifício (eutanásia) dos animais, objeto deste questionamento, foi realizado com o atendimento de todos os protocolos de segurança aplicáveis ao caso, a pedido e sob a coordenação de uma veterinária, integrante do Conselho de Veterinária de Minas Gerais e supervisionado pelo comando das operações de resgate”, disse um represente da PRF à VEJA.

IMAGENS: PROTESTOS COM LAMA NOS ENDEREÇOS DA VALE NO RIO E EM SP

A notícia revoltou os voluntários que estão no local e que pedem, caso os animais não consigam ser resgatados, que seja realizada a eutanásia de maneira digna, sem tamanha violência. Nas redes, defensores dos direitos dos animais estão revoltados com a forma escolhida pelas equipes para lidar com as vítimas não humanas.

“Essa não é a maneira correta de sacrificar um animal que já está com muito sofrimento. A única coisa que justifica é eles estarem querendo brincar de tiro ao alvo”, comentou a ativista Luisa Mell em suas redes.

Vítima ilhada nos rejeitos da barragem em Córrego do Feijão. (Foto: Reprodução/Facebook)

FAKE NEWS: BOI NÃO FOI RESGATADO POR MILITARES ISRAELENSES

Luisa Mell em Brumadinho: “Tantos animais sofrendo e estou impedida de ajudar”

São longos os dias para os voluntários independentes e de Organizações Não Governamentais que se dispuseram a tentar salvar vidas de animais em meio à lama contaminada dos rejeitos da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. Por lá, ninguém fala em tragédia ou acidente como sumário do que aconteceu. O coro é um só: foi crime. Crime contra a humanidade e o meio ambiente.

URGENTE: PRF CONFIRMA QUE ANIMAIS ESTÃO SENDO ABATIDOS A TIROS EM BRUMADINHO

Estão em Feijão profissionais experientes, que inclusive atuaram em Mariana, quando a barragem da Samarco (empresa controlada pela Vale) se rompeu em 2015, matando não apenas 18 pessoas, mas um número incalculado de animais e o Rio Doce também. É taxado como o maior desastre ambiental do país. Mas repete-se o coro: não foi acidente, foi crime. E Brumadinho já mostra que, ao menos em número de vidas humanas, deve facilmente ganhar o título nada honroso que a Vale deixou para a cidade mineira.

Os voluntários em Brumadinho tentam entrar na chamada “área quente” para iniciar as operações de resgate dos animais, é lá que o mar de lama com rejeitos devastou a região, também é o local em que os bombeiros buscam por vítimas humanas. Mas a prioridade, segundo as autoridades, é encontrar os corpos das vítimas, já que as chances de resgatar sobreviventes é remota. Dividindo a tragédia humanitária, estão as outras vítimas do ecocídio cometido em Feijão, onde muitos animais vivos, porém debilitados, enfrentaram quatro dias de exaustão em resistência, mas não podem ser resgatados pelo impedimento de jurisprudência e bloqueios de acesso deixados pela Vale e autoridades locais.

Voluntários tentam resgatar vaca atolada nos rejeitos em Brumadinho. Sem sucesso, o animal foi eutanasiado no local. (Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo)

A ativista e protetora dos animais, Luisa Mell, chegou a Brumadinho na manhã de segunda-feira (28). Os profissionais do seu instituto já estavam lá desde o fim de semana tentando resgatar um touro que se encontra atolado em uma das extremidades percorridas pela lama. Para surpresa de todos, eles encontraram tapumes que impediam o acesso e visão dos voluntários para a região devastada, onde estão vítimas humanas e animais vivos que pedem por socorro. Eles denunciam que a própria Vale ergueu os tapumes para impedir os trabalhos de voluntários.

Luisa agendou um sobrevoo com helicóptero mais cedo para tentar mapear a área, mas o mesmo foi cancelado por motivos não esclarecidos, segundo a ativista. As tentativas de resgatar com vida vacas, bois, touros, cachorros, macacos e outros animais presos aos rejeitos endurecidos pelo Sol após mais de 90 horas do rompimento da barragem vão ficando cada vez mais escassas conforme as horas vão passando. Uma autoridade joga a culpa para a outra. Literalmente, com as portas das estradas fechadas, Luisa e os demais voluntários entram em desespero por não ser possível realizar o que pretendiam desde o primeiro minuto em que chegaram em Feijão.

“Estou arrasada. Me frustra saber que não consigo fazer o meu trabalho. Tantos animais sofrendo e eu aqui do lado deles impedida de ajudar. Mas amanhã vou conseguir”, disse Luisa em entrevista para o Boletim Vegano.

Como se não bastasse a angústia de não poder atuar em campo e com o vai e vem de autorizações e negações recebidas pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e da própria Vale, a equipe de voluntários precisou comprar tapumes para poder chegar até um dos animais atolados, já que a lama impossibilita que eles andem. Luisa questiona em seu Instagram o paradeiro dos animais já resgatados pelas equipes. Até o momento, é informado apenas que 12 cachorros foram resgatados no domingo, os que estão em estado mais grave foram levados para clínicas veterinárias em Belo Horizonte, os demais estão em uma clínica improvisada instalada em uma casa ali mesmo, em Córrego do Feijão.

LEIA+: INDÍGENAS DENUNCIAM MORTE DO RIO PARAOPEBA PELA VALE

Oficialmente, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais não informa mais detalhes sobre o paradeiro das vítimas e como está ocorrendo o trabalho em conjunto com a Vale para resgatar os animais que ainda estão presos nos rejeitos. São duas equipes em campo, uma de profissionais voluntários e outra montada pela Vale, após liminar deferida pelo Ministério Público do estado que obrigou a empresa a montar planos de resgate dos animais que foram vítimas do rompimento da barragem.

“Eu fico olhando toda essa devastação e fico me perguntando quando as pessoas vão entender que nada é mais importante que o meio ambiente. O meio ambiente é o ar que a gente respira, é a água que a gente bebe, é a comida que a gente come. O que pode ser mais importante que isso?”, questiona a ativista.

Em dezembro de 2018, o Superintendente do Ibama em Minas Gerais, Julio Cesar Dutra Grillo, fez uma alerta para as autoridades ao afirmar que mais de 300 barragens apresentavam riscos e foram enquadradas como inseguras no estado. Voto vencido. A reunião no final do ano passado terminou com a aprovação do licenciamento de forma acelerada para as operações da Mina Córrego do Feijão, onde, até agora, 65 pessoas morreram, 279 estão desaparecidas e incontáveis animais que esperam a compaixão das autoridades em permitir o trabalho de profissionais como Luisa Mell, que não apenas fazem algo de fato pelas vítimas invisíveis em Brumadinho, mas que dividem também parte da dor dos inocentes.

Vítima presa aos rejeitos aguarda resgate em Brumadinho. (Foto: Reprodução/AFP)

IMAGENS: PROTESTOS COM LAMA EM ENDEREÇOS DA VALE NO RIO E EM SP

Manifestantes realizam atos com lama e indignação nos endereços da Vale no Rio e SP; veja imagens

Manifestantes realizaram dois atos em frente às sedes da Vale em São Paulo e no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (28), eles alegam que o rompimento da barragem em Brumadinho não foi acidente, foi crime socioambiental. No mesmo dia, a companhia anunciou que doará R$100 mil para as famílias de vítimas.

FAKE NEWS: BOI NÃO FOI RESGATADO POR EXÉRCITO ISRAELENSE

LEIA +: MP OBRIGA VALE A RESGATAR ANIMAIS EM BRUMADINHO

No Rio de Janeiro, os manifestantes concentram suas ações na escadaria e entrada do edifício da companhia, no bairro do Botafogo, Zona Sul da cidade. Com lama, cartazes e gritos indignados, os presentes afirmavam o tempo todo se tratar de um crime contra a humanidade e o meio ambiente, além de exigirem punição para os dirigentes da empresa.

Em São Paulo, o ato aconteceu em frente ao edifício sede do escritório de logística da companhia, no bairro do Brooklin Novo, Zona Sul da capital. Não há registros do número de participantes nos dois atos.

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Ato em frente ao escritório da Vale em São Paulo. (Foto: Reprodução/Nação Vegana)

É falsa a notícia de boi resgatado por militares israelenses em Brumadinho; animais continuam presos

Ao longo do dia, uma imagem circula nas redes que mostra um helicóptero com militares israelenses realizando a operação de resgate de um boi em meio à lama com rejeitos da barragem que se rompeu em Brumadinho, na última sexta-feira (25). A notícia é falsa.

FAKE NEWS: ANIMAIS NÃO FORAM ABATIDOS A TIROS

IMAGENS: PROTESTOS EM SP E NO RIO NOS ENDEREÇOS DA VALE

O animal continua no local sem poder ser resgatado devido às condições precárias da área, mas ativistas que estão na região falam em descaso por parte da Vale, denunciando que a empresa tenta impedir com tapumes e portões fechados nas estradas o acesso dos voluntários para resgatar os animais que ainda estão vivos.

LEIA +: VALE É OBRIGADA A RESGATAR ANIMAIS EM BRUMADINHO

A Vale não se pronunciou sobre o assunto até o momento. A protetora dos animais Luisa Mell passou o dia no local e, sem sucesso, tentou o resgate de um touro que está ilhado na região afetada pelos rejeitos.

CASEIRO ARRISCA VIDA PARA SALVAR GALINHAS NA LAMA

A morte do Rio Paraopeba: “Já tem muitos peixes chegando à margem pedindo socorro”

Os povos indígenas que habitam a região do rio Paraopeba, em São Joaquim de Bicas, atingido pelo mar de rejeitos da Vale, estão preocupados com a saúde das águas e lutam por suas terras ameaçadas.

O cacique da reserva indígena Naô Xohâ, Pataxó Hã-Hã-Hãe, denuncia que os animais do rio já estão morrendo pela contaminação de materiais rejeitados da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, após o rompimento da barragem na sexta-feira (25).

Habitantes da aldeia indígena Naô Xohâ observam o Rio Paraopeba, atingido pelos rejeitos da Vale. (Foto: Lucas Hallel)

A aldeia está localizada a 26 Km da barragem que se rompeu e as informações inciais falavam sobre a remoção dos habitantes da aldeia, mas eles insistem em ficar para proteger os animais, o rio e suas terras devastadas.

“A água ontem estava clara, mas hoje está vermelha escura. Já tem um bocado de peixe morto, boiando, com a boca pra fora pedindo socorro”, disse angustiado Pataxó Hã-Hã-Hãe.

Os povos da região são historicamente ameaçados pela indústria da mineração e pelas fazendas de gado. Movimentos sociais, como o MST, que possui um acampamento na região, somam esforços em proteção à aldeia Naô Xahâ.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, disse que amostras foram colhidas em 47 pontos do Rio Paraopeba para atestar a saúde das águas. O resultado deve ser divulgado na próxima quarta-feira (30).

*Fotos cedidas gentilmente por Lucas Hallel, que esteve em São Joaquim de Bicas ao lado dos povos de Naô Xohâ.