Setembro amarelo: Precisamos falar sobre saúde mental nas comunidades indígenas | Ecoativismo

No fim do ano passado, quando os médicos cubanos anunciaram que deixariam o Brasil após os discursos de ódio do Bolsonaro e as mudanças no programa Mais Médicos, os indígenas foram os mais afetados. Dos 372 profissionais que atendiam as aldeias, 301 eram cubanos e precisaram deixar o país.

O apagão no sistema de saúde dos povos originários foi agravado com os cortes de verbas do Governo Federal na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Sem salários, combustível para resgates e remédios, os poucos funcionários que restaram trabalham como voluntários ou com uma carga funcional absurda.

A saúde mental dos membros dos povoados foi gravemente afetada nos últimos anos. Dados de 2018 do Ministério da Saúde mostram que a taxa de mortalidade por suicídio nas populações indígenas é o triplo registrado pela média nacional. A maioria das mortes (44.8%) é de jovens entre 10 e 19 anos! É desesperador ler isso.

Com lideranças ameaçadas e assassinadas, mulheres violentadas, crianças assediadas pelo tráfico sexual, invasão de grileiros, queimadas das florestas e abandono do Estado, o cenário não é apenas de tragédia, mas também criminoso!

Hoje é 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Precisamos falar sobre as mortes nas aldeias. Precisamos agir o quanto antes para evitar a próxima. Qualquer ajuda é uma chance de resgate!

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