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Prometida para os ruralistas, Bolsonaro retira a demarcação de terras indígenas e quilombolas da Funai

Como uma das primeiras medidas tomadas pelo recém-empossado presidente, Jair Bolsonaro (PSL), o Ministério da Agricultura agora é responsável por identificar, delimitar e demarcar terras indígenas e quilombolas, funções que eram atribuídas até então pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A campanha do presidente foi fortemente impulsionada por ruralistas que exigiam “facilidades” no novo governo, que prontamente atendeu aos pedidos, colocando em risco a existência dos órgãos de proteção aos povos históricos. A pasta da Agricultura também recebe o Serviço Florestal Brasileiro, antes vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, que gerenciava a proteção, a ampliação da cobertura florestal e incentivos de práticas sustentáveis nos territórios brasileiros.

A líder ruralista do governo e atual ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS), vai comandar um forte processo de desmonte das conquistas de preservação asseguradas nos últimos anos no Brasil.

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