Poluição plástica: Tem gente grande se eximindo de suas responsabilidades

Você já deve ter visto em alguma publicação nas redes sociais pessoas sorridentes retirando lixo de praias, praças e ruas. Uma ação voluntária bem intencionada, porém que não chega nem perto de enfrentar os reais problemas ambientais.

Um pedaço de plástico não surgiu na natureza por um processo natural, teve muita intervenção humana para a sua existência. Quando falamos sobre consumo responsável, normalmente pensamos no consumidor final com a simples tarefa de reciclagem, né? Mas tem gente grande se eximindo de suas responsabilidades.

Um estudo alarmante da ONG Break Free From Plastic mostrou que 65% da poluição de plásticos nos oceanos é composta por embalagens de apenas 10 MULTINACIONAIS. Entre elas, Unilever, Coca-Cola e Nestlé. As embalagens da Coca-Cola estão presentes em 95% dos países pesquisados pela organização.

Mais uma vez, os sistemas de consumo responsabilizam apenas a ponta mais fraca. As multinacionais fazem belas campanhas sociais para atrair o público com uma fantasia de empresa verde e sustentável. É o tal do “greenwashing”, quando utilizam uma causa para lucrar e ampliar os nichos de vendas.

Nós carregamos imensas responsabilidades e oportunidades de mudanças quando escolhemos apoiar ou boicotar práticas e empresas. Antes de comprar qualquer coisa, você costuma procurar entender sobre a empresa em que o seu dinheiro está sendo investido? Se ainda não, melhor começar a se questionar então.

A responsabilidade não acaba quando você joga a embalagem plástica fora. As escolhas que você toma antes são as que mais importam para enfrentarmos corretamente uma das mil problemáticas causadas pelo consumismo, que é a poluição plástica.

05 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente.

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Veganismo estratégico: Por que veganos estão financiando a exploração de animais?

Imagine a cena: Você chega no supermercado para comprar shampoo que acabou em casa, entra no setor de beleza e higiene do local, encontra um produto com um selo na embalagem escrito “aprovado para veganos”, fica feliz, coloca no carrinho, paga no caixa e segue a vida. Tudo isso com comodidade e praticidade que pessoas veganas no país jamais imaginariam ter há alguns anos.

Nem precisou ler as letras miúdas dos componentes, ligar para o serviço de atendimento ao consumidor para tirar dúvidas, entrar nas listas disponíveis na internet de empresas que não testam em animais… Parece tudo perfeito. Mas não é! Você foi usada (e enganada) pela nova estratégia criada por grandes corporações (1) para atrair um público diferente. Tudo para gerar mais lucratividade, passando bem longe da preservação do planeta e da proteção aos animais.

AS INTERSECÇÕES DE MOVIMENTOS

Antes de tudo, é preciso entender que o veganismo não é uma dieta alimentar ou seguido por “good vibers” apenas. Entre o possível e praticável, se estimula um posicionamento ético que prega a não apreciação da exploração animal, seja por meio da alimentação, do vestuário, dos testes laboratoriais em seres sencientes (2), dos eventos “culturais” com animais (como rodeios, vaquejadas e touradas), entre outras ações de boicote.

Partindo do princípio da compreensão sobre o poder das nossas ações em barrar (ou não) incentivos a quem comete alguma exploração a grupos majoritariamente abusados na sociedade, é possível enxergar que as lutas dos movimentos sociais (3) estão conectadas umas às outras. Acontece que os elos que nos unem ainda são ignorados, e os sistemas de consumos se aproveitam disso.

O veganismo não pode dar voz ao racismo, por exemplo, assim como o feminismo deve incluir as fêmeas exploradas na indústria do leite também. Não existe uma “Constituição” sobre normas que pessoas autodeclaradas veganas devem seguir para se enquadrar como pertencentes ao movimento, mas se espera minimamente que os adeptos não queiram que animais continuem sendo explorados por laboratórios, não é mesmo?

O vegetarianismo cresce no mundo inteiro a níveis consideráveis. Assim como em outros movimentos apropriados pelos sistemas de consumo, como o feminismo (e as camisetas “Girl Power” produzidas na Tailândia com trabalho infantil – muitas delas são apenas meninas) ou LGBTQ+ (e o “pink money” (4) na indústria cultural – alô, Nego do Borel), o nicho vegano não seria poupado pelos olhos atentos e gananciosos do capital (5).

Intervenção em lanchonete em São Paulo. (Foto: Reprodução/@Ecoativismo)

A FALÁCIA DO VEGANISMO ESTRATÉGICO

Quem entra no movimento agora, vai dar de cara com uma maionese vegetariana estrita de uma poderosa empresa multinacional (6) que tem um longo histórico de testes em animais, crimes ambientais, exploração de trabalhadores, concorrência desleal, entre outros problemas. O que já era ruim, ficou ainda pior quando os produtos da corporação receberam o tal “selo vegano” de organizações que – teoricamente – lutam pelos direitos dos animais.

A maionese, produzida pela multinacional que assume que financia testes em animais, recebeu um “selo vegano” da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Pasmem! Se uma empresa afirma que testa seus produtos em animais ou que seus fornecedores realizam a prática para quaisquer fins, seja em território nacional ou no exterior, a empresa não está de acordo com o manifesto da Sociedade Vegana. Os consumidores que optam por comprar seus produtos estão financiando a continuidade dos testes em seres sensíveis à dor, mesmo com alternativas laboratoriais já comprovadas e praticadas.

Sabendo que seria polêmico demais lançar um “selo vegano” em um produto de uma empresa como a Unilever, a SVB, seguindo modelos estrangeiros de outras ONGs – teoricamente – animalistas, como a Mercy For Animals, Vegan.org e PeTA, decidiu investir em uma ideia mercantilista. Se apropriaram do “veganismo estratégico” (7), já utilizado fortemente nos mercados europeu e norte-americano, para justificar o acolhimento de empresas como a Unilever, fabricante da tal maionese mencionada neste artigo, no meio vegano.

A teoria do veganismo estratégico acredita que o movimento só vai crescer se existir incentivos a todo e qualquer produto vegetariano estrito (8), mesmo que a empresa produtora continue explorando animais em algum processo. Com falta de transparência nos rótulos, o “selo vegano” ignora que empresas como a Unilever continuem torturando e matando animais com dinheiro dos próprios veganos. O importante é ter mais produtos vegetarianos estritos no mercado. Custe o que custar. Mesmo que se pague com vidas inocentes ou valores nada acessíveis para a realidade brasileira, já que um pote da maionese vegetariana estrita da Unilever custa, em média, 11 reais.

Coelho usado na indústria laboratorial de testes em animais. (Foto: Reprodução)

QUEM COMPRA – E QUEM VENDE – ESSA IDEIA

Para encorpar o projeto, o veganismo estratégico precisa de influenciadores do meio que estimulem seus públicos a comprarem tais produtos. Não são apenas blogueiras, modelos fitness e nutricionistas vegetarianos (sim, até nutrólogos estão recomendando a tal maionese como “alternativa mais saudável”), mas qualquer pessoa pode influenciar alguém a consumir um produto que está em todas as prateleiras dos supermercados.

Você já viu algum supermercado não vender uma maionese Hellman’s? A Unilever já foi multada por concorrência desleal no país, então imagine o poder de influência da empresa no mercado brasileiro. Existe um produto concorrente similar que atua há anos no mercado brasileiro, e mesmo que custe metade do preço que a Hellman’s vegetariana estrita, tem perdido espaço nos supermercados. Afinal, chegou alguém que pode pagar mais caro por mais prateleiras, além de ter uma logística poderosa no interior e nas capitais. A concorrência é esmagada.

Em abril deste ano, um influente YouTuber autodeclarado vegano, que defende o veganismo estratégico e o consumo de produtos de empresas como a Unilever, fez uma publicação no seu Instagram literalmente se lambuzando com a maionese vegetariana estrita da Unilever. Em nenhum momento deixou claro que se tratava de uma publicação paga, mesmo marcando o perfil da empresa e usando hashtags da mesma.

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) está de olho nesse tipo de publicidade velada, porém a ideia das grandes empresas é justamente naturalizar a aceitação de um produto em um nicho específico. O tal YouTuber vegano possui mais de 741 mil seguidores somados em suas redes sociais, usando um personagem criado para influenciar o seu público com sutis propagandas em meio às piadas machistas e sem graça.

GAIOLAS VAZIAS E BOLSO CHEIO

Em 2016, a ONG – teoricamente – animalista Mercy For Animals (MFA) recebeu 1 milhão de dólares da Open Philanthropy Project (OPP) para acelerar o projeto chamado “Cage-Free”, que em português significa algo como sem gaiolas. A ONG justifica a doação como um incentivo para acabar com a prática de confinamento de galinhas poedeiras em gaiolas de baterias. Para um grupo que – teoricamente – luta pelos direitos dos animais, não seria ingênuo demais acreditar que alguém deixaria 1 milhão de dólares sem qualquer interesse por trás?

A estratégia da MFA é puramente bem-estarista, ou seja, que aceita negociar as vidas dos animais com instituições públicas e privadas para trazer apenas o pseudo bem-estar momentâneo das vítimas. A exploração animal não cessa e os bichos continuam sendo objetificados e usados como moedas pela indústria pecuária. Aceitando a continuidade das práticas abusivas, a MFA se junta ao mesmo coro que defende o abate humanitário, onde a “consciência humana fica mais leve” quando se cria uma falsa ilusão de que as galinhas são mais felizes agora. E não, elas não são. Nem um pouco. Os animais continuam presos em galpões, amontoados em meio aos dejetos e corpos dos que foram pisoteados ou morreram vítimas da proliferação de microorganismos presentes na decomposição dos cadáveres.

Com o apoio de ativistas veganos na continuidade da exploração de galinhas, o mercado produtor de ovos dos EUA registrou aumentos consideráveis na procura dos produtos com o selo “cage-free” a partir de 2016. Será que ninguém da MFA se questionou que não seria interessante para a indústria acabar com a exploração de galinhas, já que o público consumidor está mais feliz do que nunca com a criação de uma imagem enganosa de galinhas livres e felizes pelo campo? Os animais pagam o preço desse monumental erro e tem muita gente lucrando com isso.

Galinhas exploradas pelo sistema “Cage-free” em um galpão superlotado. (Foto: Reprodução/Portal Veganismo)

ARGUMENTOS DESCONSTRUÍDOS

O veganismo estratégico também usa da falsa simetria (9) para questionar temas dentro do movimento, como: “Se veganos compram em supermercados que também vendem produtos de origem animal, por que não boicotam esses estabelecimentos?”. O argumento é refutado quando comparamos o poder de indução ao consumo que uma multinacional possui com as condições que um trabalhador tem de escolher um estabelecimento em um sistema que não é libertário, e continua baseado na exploração de animais humanos e não-humanos.

Não temos controle sobre o sistema em que vivemos. Precisamos trabalhar e consumir dentro das nossas condições sociais impostas. As engrenagens do capital precisam das desigualdades para se manter funcionando, para que as grandes empresas continuem lucrando. A Unilever certamente pode vender a maionese vegetariana estrita onde quiser, pode pagar (e bem) para adquirir selos de ONGs – teoricamente – veganas e consegue influenciar com lobbys (11) a implementação de projetos que beneficiam seus negócios. Mas e você, mero consumidor, tem poder para mudar tudo isso sozinho? Pode escolher comprar apenas em supermercados veganos, que nem existem no país?

Quando veganos induzidos pela falácia do veganismo estratégico usam tais argumentos, colocando a culpa de um sistema desigual e ganancioso nas costas do cidadão comum, aquela interseccionalidade de lutas sociais fica mais distante ainda. Lembre-se: O veganismo é dentro do possível e do praticável. Você precisa mesmo consumir uma maionese ultraprocessada (11) de uma multinacional que tem condições de não explorar, mas continua a fomentar desigualdades e injustiças?

Que tipo de veganismo vai crescer quando se torna aliado a grandes corporações e projetos desonestos de instituições que visam lucrar em cima de animais humanos e não-humanos? O crescimento econômico certamente já está acontecendo, afinal, esse é o grande objetivo do veganismo estratégico vendido para as multinacionais desde o início. Os princípios éticos que regem o movimento vão ficando em segundo plano. Para que comprar a maionese vegetal de uma cozinheira local se tem um pote de Hellman’s em cada supermercado? Ceder ao poder do capital é deixar de lado a luta abolicionista (12) que fundamentalmente ergueu o nosso movimento. Não é sobre ter mais opções, mas colocar novamente o paladar à frente de vidas, agora esquecidas por quem um dia disse que seria a voz dos silenciados.

PEQUENO GLOSSÁRIO DE TERMOS USADOS NESTE ARTIGO:

(1) CORPORAÇÕES: São grandes empresas que visam a lucratividade antes do aspecto do desenvolvimento humano e de práticas sustentáveis. Geralmente são detentoras de marcas que atuam nos mercados consumidores de diferentes países, exercendo influência regional e global.

(2) TESTES LABORATORIAIS EM ANIMAIS: Experimentos feitos em animais vivos em laboratórios especializados, com o objetivo de testar a eficácia de um determinado produto ou componente para o consumo entre humanos. Mesmo comuns, os testes são ineficientes para prever resultados em organismos humanos, segundo diversos pesquisadores. Hoje, são realizados diferentes experimentos em que os animais são forçados a participarem, como os testes Draize, onde cachorros e coelhos recebem substâncias tóxicas nos olhos e na derme. Alguns ficam semanas com clipes presos aos olhos para impedir o fechamento das pálpebras.

(3) MOVIMENTOS SOCIAIS: Grupos de pessoas e setores da sociedade que promovem debates e ações organizadas coletivamente em defesa de objetivos em comum.

(4) PINK MONEY: Em português, a expressão significa dinheiro rosa, e está relacionada ao poder de consumo do público LGBTQ+. Empresas que enxergam oportunidades mercadológicas nas bandeiras levantas pelo movimento e querem gerar lucro.

(5) CAPITAL: Em economia, capital se refere a qualquer bem ou produto econômico que pode ser utilizado na produção de outros bens ou serviços.

(6) MULTINACIONAL: É uma empresa que possui matriz (sede) em um determinado país de origem, mas atua em mercados de outros países, com objetivo principal de aumentar a lucratividade e influência entre novos consumidores.

(7) VEGANISMO ESTRATÉTIGO: Ideia que sustenta que pessoas veganas devem consumir produtos de empresas que financiam testes em animais para promover o crescimento do veganismo em maior escala.

(8) PRODUTO VEGETARIANO ESTRITO: Apesar de não conter ingredientes de origem animal em sua composição, não pode ser dito como vegano, já que no processo de produção pode existir a exploração de animais em testes laboratoriais ou financiamento de eventos culturais que exploram animais, como rodeios, vaquejadas, touradas, entre outros.

(9) FALSA SIMETRIA: Termo usado quando se compara diferentes grupos sociais sem que se considere as relações de poder de cada um. Por exemplo, comparar a influência financeira de uma multinacional nas redes de supermercado com o poder de consumo individual de um trabalhador.

(10) LOBBY: Termo usado para designar estratégias de pessoas e empresas que buscam promover uma agenda para beneficiar seus próprios interesses no campo político, influenciado decisões dos poderes executivos e legislativos.

(10) ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS: São produtos alimentícios que imitam comida (seja pelo gosto ou pelo cheiro) e são produzidos por diversas etapas e técnicas de processamento nas indústrias. Em suas formulações, geralmente possuem ingredientes adicionados ao produto, como estabilizantes, espessantes, corantes, conservantes, realçadores de sabor, emulsificantes, entre outros tipos. Os produtos ultraprocessados estão associados a alguns tipos de cânceres.

(12) ABOLICIONISMO: No veganismo, o abolicionismo luta pelo fim de toda a exploração de animais e rejeita as negociações “estratégicas” onde vidas sencientes continuam sendo tratadas com objetificação (vistas como objetos, sem valor ético). Diferente do bem-estarismo animalista, que usa o conforto do animal para compensar qualquer culpa diante da continuidade das explorações de animais feitas por humanos, quais deseja regulamentar.

41 marcas de ovos de Páscoa veganos para se deliciar em 2019

A Páscoa é a época preferida para quem ama chocolates e está esperando ansiosamente para experimentar as delícias que as já conhecidas marcas veganas e pequenas produtoras prepararam para a temporada 2019.

O Boletim Vegano fez um vídeo com uma degustação de ovos de Páscoa de 9 marcas que querem desmistificar a ideia de que vegetarianos estritos não podem se deliciar (e muito) com chocolates bem trabalhados e cheios de sabor. Veja o vídeo abaixo:

Veja abaixo 41 marcas que estão prontinhas para entregar os melhores chocolates sem nada de origem animal na composição. Seja para oferecer um super presente para os amigos e familiares ou se presentear com doces maravilhosos, a sua Páscoa vai ser inesquecível!

As 9 marcas testadas pelo Boletim Vegano no vídeo:

CHUBBY VEGAN

Páscoa não é Páscoa sem o menu de chocolates da Nathalia Soares, da Chubby Vegan. Com cursos de confeitaria disputados em São Paulo, a gastrônoma é muito querida pelo público vegano e sempre lembrada pelos talentosos e espetaculares pratos postados no seu blog e Instagram. Os ingredientes são cuidadosamente escolhidos e repletos de qualidade. Um trabalho feito com dedicação e amor. A tarefa difícil é escolher apenas uma das criações dela para a temporada.

Indicamos: Ovo de Páscoa de Limão & Gin. Peso: 380g. Preço sugerido: R$ 95,00.

Região: São Paulo
Site: http://chubbyvegan.net
Telefone: (11) 96397-1388
E-mail: contato@chubbyvegan.net
Facebook: https://www.facebook.com/chubbyvegan
Instagram: https://www.instagram.com/chubbyvegan
Cursos: Doces finos, bolos perfeitos e vegan baking. Verificar agenda aqui.

COZINHA DA ANDORINHA

Os chocolates da Tatiana Stefani deixam qualquer pessoa com água na boca e os olhos brilhando. Com delicadeza e atenção aos detalhes, as cascas são pintadas à mão e o menu tem opções baby friendly para todos aproveitarem essas delícias. O destaque está na caixa com 3 ovos cuidadosamente recheados com cremes de brigadeiro belga, doce de leite feito à base de castanha de caju e a “nutella” da Andorinha. Um aconchego na alma!

Indicamos: Caixa com 3 ovos recheados da Andorinha. Peso: 360g. Preço sugerido: R$ 87,00.

Região: São Paulo.
Site: https://www.cozinhadaandorinha.com
Telefone: (11) 98548-6594
E-mail: cozinhadaandorinha@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/cozinhadaandorinha
Instagram: https://www.instagram.com/cozinhadaandorinha

IT’S A HEALTHY THING

A confeitaria da Giovanna Vasto é pensada para trazer ingredientes mais saudáveis para os deliciosos ovos de Páscoa preparados para a temporada 2019. Sem uso de açúcares refinados e conservantes, a opção vegana de caramelo, crumble de biscoito e ganache de chocolate é um deleite. Também disponível em uma delicada casca de cerâmica. A elegante embalagem dá o toque final para uma excelente opção para presentar os amigos e familiares.

Indicamos: Ovo de Páscoa caramelo, crumble de biscoito e ganache de chocolate. Peso: não informado. Preço sugerido: R$ 130,00.

Região: São Paulo
Telefone: (11) 98777-7271
E-mail: contato@iaht.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/itsahealthything
Instagram: https://www.instagram.com/its_a_healthything

ATELIÊ VIPE

A equipe do Ateliê VIPE é muito atenciosa e preparou opções de ovos de Páscoa sensacionais e bem caprichados este ano. Os recheios são generosos e não deixam a desejar para nenhuma grande marca. A gente sente a qualidade logo na primeira colherada. As camadas combinam entre si e tornam a experiência inesquecível, com um gostinho de quero mais.

Indicamos: Ovo de Páscoa Pão de Melado. Peso: 300g. Preço sugerido: R$ 50,00.

Região: São Paulo
Telefone: (11) 99124-3225
E-mail: atelievipe@ig.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/atelievipe
Instagram: https://www.instagram.com/atelievipe

CAROB HOUSE

A linha de produtos da Carob House não possui adição de açúcares e é especializada em alfarroba. Sem lactose. Sem glúten. Sem cafeína e teobromina. Com sete ovos de Páscoa no catálogo, o destaque da temporada é a linha Giunti, que mistura alfarroba com cacau em uma ótima combinação.

Indicamos: Ovo de Páscoa de alfarroba com banana. Peso: 210g. Preço sugerido: R$ 28,00.

Região: Curitiba.
Site: https://carobhouse.com
Telefone: (41) 3162-9000
E-mail: sac@carobhouse.com
Facebook: https://www.facebook.com/CarobHouse
Instagram: https://www.instagram.com/carob_house

CHOCOLIFE

Os produtos da ChocoLife são deliciosos e já conhecidos do público vegano. A aposta deste ano é na linha Loov, que além de ser fonte de fibras, que colaboram para a saciedade, saúde intestinal e controle da glicemia, a composição apresenta gorduras benéficas, provenientes da manteiga de cacau e do coco.

Indicamos: Ovo de Páscoa Loov, feito com chocolate ao leite de coco, creme de gianduia e cobertura de chocolate branco com avelãs. Peso: 300g. Preço sugerido: R$ 75,00.

Região: São Paulo.
Site: https://www.chocolife.com.br
Telefone: (11) 3479-6044
E-mail: sac@chocolife.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/OficialChocoLife
Instagram: https://www.instagram.com/chocolifealimentosfuncionais
Use o nosso cupom de desconto no site: “Boletim Vegano”

DIVINA DIETA/APAE

A Divina Dieta é a linha de produtos desenvolvida pela APAE DE SÃO PAULO, que oferece produtos para crianças e adultos com restrições alimentares. Sem ingredientes de origem animal, os chocolates são indicados para intolerantes à lactose, celíacos e pessoas com doenças metabólicas. Este ano, a novidade está na embalagem de algodão cru, que substitui o plástico em um dos produtos.

Indicamos: Ovo de Páscoa sabor chocolate (com embalagem em algodão cru). Peso: 180g. Preço nas lojas parceiras da APAE: a partir de R$ 50,00.

Região: São Paulo
Site: http://www.lojavirtualapaesp.com.br/departamento/135050/15/pascoa-divina-dieta
Telefone: (11) 5080-7070
E-mail: emporio@apaesp.org.br
Instagram: https://www.instagram.com/divina.dieta

TNUVA

Surpreendente e deliciosos! Os chocolates Língua de Gato da Tnuva já conquistaram o público, agora ele ganhou uma versão para a Páscoa que mantém a qualidade dos tabletes. Mas o destaque é o colorido, saboroso e atrativo ovo de Páscoa com pastilhas coloridas. Perfeito para crianças – e adultos também!

Indicamos: Ovo de Páscoa Pastilhas Coloridas. Peso: 180g. Preço sugerido: não disponível (consultar pontos de venda no site).

Região: São Paulo.
Site: http://www.tnuva.com.br
Telefone: (11) 9752-2523
E-mail: chocolatestnuva@hotmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/tnuvachocolates
Instagram: https://www.instagram.com/tnuvachocolates

MONAMA

Com 3 opções de ovos de Páscoa, a Monama tem produtos para quem gosta desde chocolates fortes, como o de 80%, até para quem prefere notas mais suaves, que combinam com a crocância dos flocos de arroz ou pedaços de cookies. A empresa usa alguns ingredientes orgânicos na composição.

Indicamos: Ovo de Páscoa chocolate 50% com flocos de arroz. Peso: 120g. Preço sugerido: R$ 28,90.

Região: São Paulo
Site: https://www.monama.com.br
Telefone: (11) 4593-7900
E-mail: comunicacao@monama.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/MonamaOrganicos
Instagram: https://instagram.com/MonamaOrganicos

Outras marcas com opções de chocolates para a Páscoa:

~ Espírito Santo ~

CHEF VEGAN

Região: Vitória.
Telefone: (27) 99750-4741
E-mail: chefveganoficial@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/chefvegan
Instagram: https://www.instagram.com/chefvegan1

~ Pernambuco ~

DOM SABORES

Região: Recife e região.
Telefone: (81) 99458-7499
E-mail: dom.sabore@outlook.com
Facebook: https://www.facebook.com/dom.sabores
Instagram: https://www.instagram.com/dom.sabores

~ Sergipe ~

FLEUR BROWNIE

Região: Aracaju e região.
Telefone: (79) 99867-7627
Instagram: https://www.instagram.com/fleur_brownie

~ Minas Gerais ~

CHOCOLATE LAB

Região: Belo Horizonte
Telefone: (31) 98794-6283
E-mail: contatochocolatelab@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/euamochocolatelab
Instagram: https://www.instagram.com/euamochocolatelab

~ São Paulo ~

VOVÓ VEGANA

Região: São Paulo.
Site: http://www.vovovegana.com.br
Telefone: (11) 3044-0614
E-mail: contato@vovovegana.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/vovovegana
Instagram: https://www.instagram.com/vovovegana

YBY

Região: São Paulo.
Telefone: (11) 97385-0507
E-mail: ybysaborsaudavel@hotmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/ybysaborsaudavel
Instagram: https://www.instagram.com/ybysaborsaudavel

GATTO LAMBI

Região: São Paulo.
Telefone: (11) 99399-9480
E-mail: gattolambi@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/Gattolambi
Instagram: https://www.instagram.com/gattolambi

BOLERIA VEGANA

Região: São Bernardo do Campo e capital.
Telefone: (11) 98612-5911
E-mail: boleria.vegana@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/boleriavegana
Instagram: https://www.instagram.com/boleriavegana

ASSEAMA GASTRONOMIA SAUDÁVEL

Região: São Paulo.
Site: https://asseama.org.br/gastronomia-saudavel-grupo-asseama
Telefone: (11) 2201-2405
E-mail: contato@asseamagastronomiasaudavel.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/asseamagastronomia
Instagram: https://www.instagram.com/asseamagastronomia

MITI CAKES

Região: São Paulo.
Telefone: (11) 96288-2524
E-mail: miticakes@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/miticakes
Instagram: https://www.instagram.com/miticakes/

SENHORITA PEPIS

Região: Campinas e capital.
Telefone: (19) 99844-0308
Facebook: https://www.facebook.com/senhoritapepiscupcakes
Instagram: https://www.instagram.com/senhorita_pepis

DOCETARIANA

Região: Campinas e capital.
Telefone: (19) 99305-5695
Facebook: https://www.facebook.com/docetariana
Instagram: https://www.instagram.com/docetariana

WHAT THE CAKE?

Região: São Paulo.
Telefone: (11) 98728-7238
E-mail: whathecake@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/whathecake
Instagram: https://www.instagram.com/wh4thec4ke

CACAU VANILLA

Região: São Paulo.
Site: https://www.cacauvanilla.com.br
E-mail: contato@cacauvanilla.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/CacauVanilla
Instagram: https://www.instagram.com/cacauvanilla

PARISE GOURMET

Região: São Paulo.
Site: https://www.parisegourmet.com.br
Telefone: (11) 95300-5286
E-mail: euquero@parisegourmet.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/parisegourmet
Instagram: https://www.instagram.com/parisegourmet

MESA VEGGIE

Região: Marília e região.
Site: http://www.mesaveggie.com.br
Telefone: (14) 99723-0908
E-mail: contato@mesaveggie.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/mesaveggiee
Instagram: https://www.instagram.com/mesaveggie

CANTINHO ORGÂNICO

Região: Marília e região.
Site: http://cantinhoorganico.com.br
Telefone: (14) 98116-3836
E-mail: contato@cantinhoorganico.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/cantinhoorganicomarilia
Instagram: https://www.instagram.com/cantinhoorganicomariliavegano

HOLY CAFÉ

Região: São Paulo.
Site: http://loja.holycafe.com.br
Telefone: (11) 99443-3033
E-mail: cafe@holycafe.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/holycafesp
Instagram: https://www.instagram.com/holycafesp

CHOCO VEGAN

Região: São Paulo.
E-mail: vegan.choco@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/veganchoco
Instagram: https://www.instagram.com/choco_vegan

CACAU COLONIAL

Região: São José do Rio Preto e região.
Telefone: (17) 98143-4833
Facebook: https://www.facebook.com/cacaucolonialvegan
Instagram: https://www.instagram.com/cacaucolonialvegan

UNI DELÍCIAS VEGANAS + FORMIGA EM FORMA

Região: São Paulo.
Site: https://www.unidelicias.com
Telefone: (11) 95101-4689
E-mail: unideliciasveganas@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/unideliciasveganas
Instagram: https://www.instagram.com/unideliciasveganas

CANDY COMEU

Região: São Paulo e ABC.
Site: https://candycomeu.negocio.site
Telefone: (11) 99286-5269
E-mail: candycomeu@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/CandyComeu
Instagram: https://www.instagram.com/candycomeu

LÉS VEGGIE

Região: São Paulo.
Telefone: (11) 99143-2781
Facebook: https://www.facebook.com/lesveggie
Instagram: https://www.instagram.com/lesveggie

ATELIER BAUNILHA

Região: Santo André e capital.
Site: https://atelierbaunilha.wixsite.com
Telefone: (11) 98105-8270
E-mail: baunilha@terra.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/AtelierBaunilha
Instagram: https://www.instagram.com/atelierbaunilha

~ Goiás ~

ARMAZÉM FRIDA

Região: Goiânia.
Telefone: (62) 98165-5184
Facebook: https://www.facebook.com/armazemfrida
Instagram: https://www.instagram.com/armazemfrida

BOX VEG

Região: Goiânia.
Telefone: (62) 99206-6481
Facebook: https://www.facebook.com/boxveg
Instagram: https://www.instagram.com/box_veg

~ Rio de Janeiro ~

DONA VEGANA

Região: Rio de Janeiro.
Site: http://www.donavegana.com.br
Endereço: Av. Mal. Floriano, 13 – Centro
Telefone: (21) 95907-6201
E-mail: donavegana@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/DonaVegana
Instagram: https://www.instagram.com/donavegana

DOCE VEGANA

Região: Niterói e região.
Site: https://docevegana.com
Telefone: (21) 3619-1691
E-mail: contato@docevegana.com
Facebook: https://www.facebook.com/docevegana
Instagram: https://www.instagram.com/docevegana

VEGUI DELÍCIAS

Região: São João de Meriti e região.
Site: https://www.veguidelicias.com
Telefone: (21) 98493-7096
E-mail: contato@veguidelicias.com
Facebook: https://www.facebook.com/veguidelicias
Instagram: https://www.instagram.com/vegui_delicias

MIRIAN ROCHA CHOCOLATIER

Região: Rio de Janeiro.
Site: http://www.mirianrocha.com
Telefone: (21) 97954-2044
E-mail: info@mirianrocha.com
Facebook: https://www.facebook.com/chocolatesmirianrocha
Instagram: https://www.instagram.com/mirianrochachocolates

~ Rio Grande do Sul ~

CHOCOSOY (OLVEBRA)

Região: Porto Alegre e Brasil.
Site: http://www.olvebra.com.br
Telefone: (51) 3499-9000
E-mail: ola@olvebra.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/Olvebrasaudeesabor
Instagram: https://www.instagram.com/olvebrasaudeesabor

~ Paraná ~

LUAU TERRA

Região: Ponta Grossa e região.
Telefone: (42) 99803-3045
E-mail: caroline.aparecida05@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/LuauTerra
Instagram: https://www.instagram.com/luauterra

Não são ovos de Páscoa, mas são deliciosos presentes:

THE BOINAS

Região: São Paulo.
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 1761, em Pinheiros – São Paulo.
E-mail: theboinas@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/theboinas
Instagram: https://www.instagram.com/theboinas

VACA ATELIÊ CULINÁRIO

Região: São Paulo.
Telefone: (11) 97169-9156
E-mail: vacaatelieculinario@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/vacaatelieculinario
Instagram: https://www.instagram.com/vacaatelieculinario

PADOCA VEGAN

Região: São Paulo.
Telefone: (11) 2503-5930
E-mail: padocavegan@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/padocavegan
Instagram: https://www.instagram.com/padocavegan

SUPERVEGAN

Região: Santos e região.
Telefone: (13) 98128-1816
E-mail: superveganvegan@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/superxvegan
Instagram: https://www.instagram.com/superxvegan

Feira vegana feita só por mulheres acontece em São Paulo

Idealizada pela fotógrafa e ativista pelos direitos dos animais, Nicole Zabukas, a feira acontece neste domingo (7) no espaço Creuza Cultural, que fica na Rua Raul Pompéia, 547, no bairro da Vila Pompéia, em São Paulo. Acompanhe pelo Instagram do evento.


Das expositoras até a equipe de segurança do espaço, tudo foi pensado para que mulheres ocupassem o evento. A representatividade é fundamental, mas vai muito além disso. A autogestão feminina e a batalha por concorrer com outras feiras que já possuem poder aquisitivo e influência comercial, fazem da Feira das Vegs um espaço indispensável para se inspirar e somar com a causa.

Esse também é o caminho para o veganismo. A unidade de causas fortalece o movimento e faz crescer o debate sobre consumo e comércio já existente no meio. Nicole fala sobre importância do evento, que ultrapassa a questão comercial.

“Muito me angustia ver o poder do veganismo apenas no consumo. Veganismo é movimento social, é político. Na nossa realidade não conseguimos fugir do consumo, mas podemos dar outro sentido para isso. Além de consumir de mulheres que estão começando, quero que seja um ambiente para diálogos. Viver é um ato político, e espero que a feira consiga, dentro do possível, mostrar que veganismo precisa estar ligado à outras pautas sociais”, comenta a idealizadora.

FEIRA DAS VEGS

Quando: Hoje, domingo, 7 de abril, das 12h às 19h.

Onde: Rua Raul Pompéia, 547, no bairro da Vila Pompeia, em São Paulo.

Programação:

Cozinheira vegana quer ajudar vítimas na costa africana com feijoada solidária

No centro de São Paulo, dentro de uma galeria comercial na Rua da Consolação, uma senhora com avental e rede protetora nos cabelos está de costas para o balcão. Ela coloca um prato de comida para esquentar e se locomove para preparar um suco no ambiente não muito grande de onde fica a cozinha da TOYA Vegan. O espaço gastronômico vegano aberto pela Dona Selma em 2018 é conhecido pela boa comida e pelos preços baixos.

A trajetória foi longa até conseguir alugar o estabelecimento em um ponto bem localizado, perto de duas estações do metrô e de locais turísticos da cidade, como o Theatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade. Muitas vezes, a cozinheira precisou dormir em um colchão guardado na loja para conseguir ter tempo de preparar as encomendas e os pratos do dia no restaurante, já que mora distante do comércio e levaria muito tempo no transporte.

A resistência feminina

Preocupada em poder oferecer pratos ao menor preço que consegue, sem diminuir a qualidade, a cozinheira se equilibra como pode para pagar o aluguel, os funcionários e todas as contas do estabelecimento. Nem sempre dá. Assim como em muitas famílias brasileiras, tem dias que ela tira de um lugar para colocar em outro. Mas ela detesta imaginar em mexer no valor do PF (prato feito) novamente, que hoje custa entre R$ 12,00 e R$ 15,00. Valor às vezes mais barato que muitos pratos executivos não-veganos vendidos na região.

Selma é uma mulher negra e da periferia, sua luta não é a mesma que a de outras empreendedoras que seguem passos parecidos, mas que não precisaram passar por obstáculos sociopolíticos de uma sociedade com preconceito enraizado e severas desigualdades. Ela sabe que outras mulheres negras ainda passam por isso todos os dias, que precisam enfrentar o racismo estrutural.

Tragédia na costa africana

Em março deste ano, ela soube da catástrofe que atingiu a costa sudoete africana, quando o ciclone Idai devastou Moçambique, Zimbabué e Malaui com ventos de cerca de 200 km/h. Mais de 800 mortos e 3 milhões de pessoas atingidas pela tragédia. As terríveis inundações fizeram a cólera se proliferar.

Sensível à dor africana, Selma se juntou ao colega da hamburgueria vegana Salad Days, e juntos decidiram fazer uma ação para arrecadar verbas para os afetados pela tragédia natural. No próximo sábado (6), ela vai cozinhar bastante feijoada vegana para os seus clientes e doará o valor arrecadado para os Médicos Sem Fronteiras ajudarem os atingidos na África.

A parceria entre TOYA Vegan e Salad Days. (Foto: Reprodução/Instagram)

Veganismo é ato político

A mesma Selma que dorme no chão da loja e coloca pratos a preço popular, mesmo estando quase no vermelho, também arranja tempo para estender as mãos para quem tanto precisa hoje. Ela faz mais pelo veganismo que muitos influenciadores digitais que esbanjam propagandas de produtos de alto valor no Instagram. O veganismo da cozinheira é aquele que não fecha os olhos para outras injustiças e desigualdades.

Se você for de São Paulo, precisa dar um jeito de ir até a lanchonete dela no próximo sábado. Ver as panelas da TOYA vazias, um largo sorriso no rosto da Selminha e a solidariedade se espalhar pela causa animal”Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela, porque tudo é desestabilizado a partir da base da pirâmide social onde se encontram as mulheres negras” Angela Davis

FEIJOADA DA DONA SELMA

Quando: Sábado, 06 de abril, das 12h às 17h.

Local: TOYA Vegan, em São Paulo – Rua da Consolação, 331 – Loja 6, próximo à Biblioteca Mário de Andrade. Entre as estações Higienópolis-Mackenzie (Linha Amarela) e Anhangabaú (Linha Vermelha).

Valor: R$ 25,00. Aceita débito e crédito.

Como a ditadura no Brasil explorou animais para torturar suas vítimas

Há 55 anos, o Brasil sofreu um golpe de Estado pelas próprias forças militares, apoiado pelo governo dos EUA e por importantes setores da sociedade brasileira, como o empresariado, a imprensa e ruralistas. Durante 21 anos, o país viveu graves violações aos direitos humanos, como as mortes e torturas de perseguidos políticos, a censura artística e intelectual e o agravamento da desigualdade e pobreza. Em 2011, a ex-presidenta Dilma Rousseff, uma das presas políticas torturadas pelo regime, sancionou a lei que criou a Comissão Nacional da Verdade (CNV), onde se investigou também as violações cometidas durante o período ditatorial no país.

Em Genebra, na Suíça, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha realizou um extenso acompanhamento histórico sobre o regime militar no Brasil, coletando relatos de ex-prisioneiros e fontes que aceitaram falar sobre como o Estado torturava suas vítimas. Nos anos 1970, a comissão tentou garantir os direitos humanos dos prisioneiros, mas foi impedida de visitar os presos pelas autoridades brasileiras. Sabia-se que as pessoas levadas para os Pelotões de Investigação Criminal (PIC) não tinham seus direitos assegurados, mas o cenário era imensamente mais grave do que os membros imaginavam.

A ditadura aplicava o método científico para atingir não a resistência física, apenas, mas também a integridade moral e psicológica das vítimas. Os prisioneiros eram categorizados por gravidade do caso e pelos interesses dos algozes em obter respostas mais rápidas. Em celas individuais ou coletivas, cada pessoa era acompanhada por cientistas que certificam o grau de resistências das vítimas, não preocupados com o limite da tortura, mas em como conseguiriam atingir melhor o objetivo em obter informações. Entendia-se que as sessões de tortura não eram aleatórias e nem tinham a intenção de causar óbito imediato, mas foram planejadas para extrair o máximo que conseguissem das vítimas.

Jacarés sobre o corpo nu

Em maio de 2013, durante sessão da CNV na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a historiadora Dulce Pandolfi contou as torturas vividas a partir de 20 de agosto de 1970, quando foi conduzida para o DOI-Codi pelas forças militares. Ela relata que foi cobaia de uma aula “prática” de como torturar os prisioneiros. Os métodos constituíam de choques elétricos enquanto estava amarrada em pau de arara, considerado um dos mais “eficazes” pelos agentes do Estado, mas também por agressões físicas e psicológicas com animais vivos.

“Durante os mais de três meses que fiquei no DOI-Codi, fui submetida a diversos tipos de tortura. Umas mais simples, como socos e pontapés, já outras mais grotescas, como ter um jacaré andando sobre o meu corpo nu”

Dulce Pandolfi, em relato para a Comissão da Verdade

A cobra Miriam

Em 1970, o tenente-coronel do Exército, Paulo Malhães, trouxe da região do Rio Araguaia cinco jacarés e uma jiboia de seis metros para o quartel onde funcionava o DOI-Codi, na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, Rio de Janeiro. O torturador confesso, em entrevista ao jornal O Globo, em 2012, disse que levou os animais para aterrorizar os dissidentes políticos. Com o codinome de “Doutor Pablo” durante a repressão, ele foi acusado pelos sobreviventes de ser um dos mentores científicos das sessões de tortura no Rio.

O jornalista Danton Godinho ficou preso pelo regime entre 1969 e 1973, e conta que durante os 90 dias em que ficou encarcerado no PIC da Tijuca, foi obrigado a dividir a cela com a cobra Miriam, como foi apelidada pelo torturador Malhães. A jiboia capturada no Norte do país e levada para o Rio de Janeiro para ser explorada em graves sessões de tortura psicológica contra as vítimas humanas sofreu também com a mudança repentina de habitat e o estresse causado pelo enclausuramento.

“Eles chegaram com um isopor enorme, apagaram a luz e ligaram um som altíssimo. Percebi na hora que era uma cobra imensa. Irritada com a música, a cobra não parava de se mexer. O corpo dela, ao se deslocar, arranhou o meu; chegou a sangrar. Mas o maior trauma foi o cheiro que ela exalava, um fedor que custei a esquecer”

Danton Godinho, em relato para a CNV e para o jornal O Globo

Baratas presas por barbantes

A imensa dor sentida pelas vítimas humanas também representava extensa tortura para os animais, que eram colocados em situações de esgotamento físico e mental. A cineasta Lucia Murata conta que um de seus torturadores, conhecido pelo codinome “Gugu”, guardava baratas amarradas em barbantes em uma caixa para conseguir manipular os insetos sobre o corpo das vítimas. “Me puseram de novo no pau de arara. Mais espancamento, mais choque, mais água e dessa vez entraram as baratas. Puseram baratas passeando pelo meu corpo. Colocaram uma barata na minha vagina”, relembra a ex-prisioneira.

Os depoimentos das vítimas para a Comissão Nacional da Verdade também relataram o uso de cães para amedrontar os torturados. O latido do animal era sentido muito próximo aos ouvidos das vítimas, os dentes caninos ficavam rentes à pele humana. Camundongos e insetos eram lançados sobre as vítimas amarradas em cadeiras, sem que elas pudessem desviar. Mulheres foram estupradas e tiveram ratos inseridos em suas vaginas. Os animais ficavam presos e apenas serviam para causar humilhação, dor e traumas psicológicos nos torturados, mas acabaram também sendo vítimas da exploração feita pelo regime ditatorial.

Sacrifício religioso de animais: O veganismo não pode dar voz ao racismo institucional

Na última quinta-feira (28), o Supremo Tribunal Federal (STF) compreendeu a legalidade constitucional do sacrifício de animais em cultos religiosos. O tema é mais complexo do que simplesmente defender os direitos dos animais: é preciso ter noção do país em que vivemos antes de sair vociferando absurdos que abrem margem para o racismo e a intolerância religiosa que mata e persegue as raízes afro-brasileiras.

O Supremo julgou com base na diversidade de religiões, com enfoque sobre os cultos de matriz africana, que constantemente são vítimas de graves violações. O tribunal não julgou a ação refletindo sobre o valor da vida de cada animal. Para isso, seria necessário antes uma conversa bem longa com a agropecuária e debater profundamente sobre as tradições aceitas socialmente do Eurocentrismo religioso. Será que o animal só sente dor quando a mão que segura a faca vem do Candomblé ou do Xangô pernambucano?

Veganos: Nós entendemos que todas as vidas importam. É o beabá. Mas ninguém no tribunal compreende dessa forma porque ainda estão sob a ótica jurídica atual. Existem limitações quanto aos direitos dos animais, não temos uma bancada que defende a causa no Congresso Nacional. O que existe são bancadas conservadoras, como as da bala, do boi e da bíblia, essa última responsável por querer criminalizar religiões afro-brasileiras. O que estava em debate no STF não era o especismo com base no direito à vida do animal. O julgamento foi uma resposta à intolerância que persegue e mata as religiões de ancestralidade negra.

Uma pessoa vegana, consciente da intersecção política-social que o movimento engloba, não defende a morte de animais de forma alguma e não deve dar coro ao racismo expressado em uma ação como a que foi julgada pelo Supremo essa semana. A proposta, se fosse aprovada, permitiria a coerção, multa e prisão de praticantes de cultos religiosos afro-brasileiros. A ideia nunca foi defender os animais, mas usar a causa para embasar a perseguição contra o povo e a cultura negra no país.

A perseguição histórica da cultura negra no país usa movimentos sociais para criminalizar e aumentar a intolerância religiosa e cultural. (Foto: Reprodução/Diário Online do Pará)

No ativismo dentro de casa, você abordaria a sua mãe com tom coercitivo enquanto ela come um pedaço de carne? Para os mais próximos, é “preciso respeitar o tempo de cada um” e “entender que ela nunca ouviu falar a respeito do veganismo”. Para os praticantes, majoritariamente negros, das religiões afro-brasileiras, a polícia vai levar o ativismo com cassetete e arma em punhos. Dá para entender como é problemático deixar que o Estado, legitimado por leis racistas, tome voz das causas que o movimento vegano luta? Historicamente, sabemos que as leis são facilmente corrompidas com más intenções e interpretações.

Não-veganos: A sua crítica é direcionada a um só povo ou vale para todos? Não vejo foto de perfil ou cartaz levantado em protestos contra o sacrifício de aves para celebrar o aniversário de Jesus Cristo ou o abate kosher-judaico de vidas que também importam. E os peixes que morrem asfixiados na quaresma cristã? Por trás dessa cortina de indignação tem muito racismo institucional, ódio ao povo preto e inconformismo com culturas que são constantemente perseguidas.

E não é uma questão de opinião, simplesmente. Falar que o Candomblé mata animais por sadismo é não olhar para o altar da sua sala ou para o prato de comida na mesa da cozinha. Usar da ignorância incentivada pela intolerância que confunde propositalmente rituais de raízes africanas com a chamada “magia negra” (onde seu nome já carrega o teor racista perpetuado pela nossa sociedade) é um afronte à memória dos povos históricos e uma atitude leviana de quem não possui embasamento para debater o assunto. E precisamos debater o assunto de maneira séria.

Para entender melhor tudo isso, e com mais propriedade de fala, o Movimento Afro Vegano elaborou um texto explicativo sobre a RE 494601, e está disponível no Facebook neste link. A professora Paula Aparecida também se posicionou com um texto onde aborda o assunto com importantes fragmentos sociais. Disponível no Facebook neste link.

The Boinas: A primeira churreria vegana do Brasil é um delírio de sabores

Eu estou muito feliz por ver essa dupla de Campinas conseguir abrir um ponto fixo na maior cidade gastronômica do país. Entrei pela primeira vez no espaço feito com muito carinho por eles e estava tocando Liniker, só aí já me conquistaram.

Claro, não foi apenas por isso. Conheci os dois há um ano, no mesmo bairro, e posso dizer que, em primeiro lugar, eles me cativaram pela indescritível energia que transmitem para cada pessoinha que atendem. Os sorrisos e a entrega em mostrar um trabalho tão lindo é de aquecer a alma.

Caroline e Thiago idealizaram a The Boinas, a primeira churreria vegana do Brasil. No cardápio, salgados saborosos, bolos de cair o queixo, chocolate quente com calda especial, frappuccino que não deixa nada a desejar para a Starbucks e muito amor envolvido.

O ambiente galáctico é a cara do projeto que começou com um carrinho de churros que subiu e desceu as ruas de São Paulo e Campinas muitas vezes. À meia-luz, com plantinhas nas mesas e paredes com constelações pintadas por eles, o espaço nos leva à uma viagem para um cantinho afetivo da nossa memória e coração. Não dá vontade de sair de lá.

Na correria com o estabelecimento funcionando há apenas alguns dias, eles já estão lotados de clientes que certamente fazem aquele “huuuuum, isso é bom mesmo”. Não basta ser gostoso, a gente sente da calçada o cheirinho do açúcar com canela e todo esse amor e dedicação.

A dupla conta que, em breve, deve abrir o segundo andar do local para unir atrações culturais, rodas de conversas e expositores para ocuparem a casa com boas atrações e mais plantinhas. A ideia é deixar uma casa com dois ambientes, conectados pelo sabor inconfundível do churros cósmico.

Já sabe o programa para o fim de semana, né? Passa lá na Rua Cardeal Arcoverde, 1761, em Pinheiros (diversas linhas de ônibus na rua e estação do metrô mais próxima há menos de 100 metros – na Fradique Coutinho). Aberto de sexta à domingo, das 14h às 20h.

Boa sorte, The Boinas! 💜

Facebook: http://facebook.com/theboinas

Instagram: http://instagram.com/theboinas

Um vegano na Casa Branca? Senador Cory Booker disputará a Presidência dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem enfrentado constantes abandonos de aliados do Partido Republicano e até mesmo de seus eleitores, que têm um perfil mais conservador e crítico a projetos socias para minorias, como mulheres, negros, imigrantes e LGBTQ+.

As eleições de 2020 já começaram nos bastidores políticos do país. Após escândalos de corrupção, acusações de obstrução à justiça e ligação com os russos, o partido do presidente vê grandes riscos em colocar o nome de Trump à reeleição, caso ele saia ileso de um processo de impeachment que ganha cada dia mais força no Congresso.

Pelo Partido Democrata, qual concorreu Hillary Clinton na última eleição presidencial, o Senador de Nova Jersey, Cory Brooker, quer participar das prévias democratas e ser o nome escolhido a disputar a cadeira da Sala Oval com o candidato republicano.

Booker, 49 anos, é assumidamente vegano e faz questão de ajudar seus seguidores nas redes sociais a encontrar restaurantes estritamente vegetarianos no país. Foi vereador e prefeito de Newark antes de se eleger como primeiro senador negro do estado de Nova Jersey.

No início da sua carreira política, o senador ficou conhecido pelo bom humor no Twitter e hoje atua em prol das defesas sociais da população mais pobre, além de incentivar o veganismo para milhões de seguidores.

Leonardo DiCaprio sobre Brumadinho: “Parem de colocar os lucros acima das pessoas e da natureza”

Premiado ator de Hollywood e também ativista pelas causas ambientais, Leonardo DiCaprio usou suas redes sociais para desabafar e chamar a atenção dos governantes, empresários e da população sobre os perigos recorrentes da exploração de matérias primas que visam gerar enormes lucros para as grandes corporações. DiCaprio lembrou em seu post os desastres socioambientais em Mariana (2015), e mais recentemente em Brumadinho, na última sexta-feira (25).

VÍDEO: APÓS 5 DIAS NA LAMA, BOVINO É RESGATADO POR HELICÓPTERO EM BRUMADINHO

“Na sexta-feira passada, uma barragem de mineração desmoronou em uma pequena cidade no Brasil, liberando quase 13 milhões de metros cúbicos de lama tóxica e deixando para trás um rastro de morte e tristeza. Isso ocorre apenas três anos após o maior desastre ambiental do país, quando outra barragem se rompeu. Já é suficiente. Governos e corporações DEVEM parar de colocar os lucros acima das vidas das pessoas e da natureza”, publicou o ator.


A MORTE DO RIO PARAOPEBA: “JÁ TEM MUITOS PEIXES CHEGANDO À MARGEM PEDINDO SOCORRO”